O problema da inatividade
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% dos adolescentes em todo o mundo não cumprem os níveis mínimos de atividade física recomendados. Este défice tem consequências diretas: aumento da obesidade infantil, maior risco de doenças cardiovasculares no futuro, défices de concentração, ansiedade e diminuição da qualidade de vida.
Em Portugal, a realidade não é diferente: muitas crianças passam mais tempo sentadas frente a ecrãs do que em movimento. Mas a ciência é clara — o exercício regular é essencial para um desenvolvimento físico, cognitivo e social equilibrado.
Recomendações da OMS: 60 minutos de atividade física diária
A OMS recomenda que crianças e adolescentes dos 5 aos 17 anos pratiquem, pelo menos, 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa.
Essas atividades devem:
- Elevar a frequência cardíaca e aumentar a respiração (ex.: correr, nadar, andar de bicicleta).
- Fortalecer músculos e ossos, pelo menos 3 vezes por semana (ex.: saltar, exercícios de resistência, jogos coletivos intensos).
- Promover variabilidade motora, incluindo coordenação, agilidade e velocidade.
Esta “regra dos 60 minutos” não é arbitrária: baseia-se em evidência científica que demonstra benefícios claros na saúde metabólica, no sistema músculo-esquelético, na regulação do sono e até no rendimento escolar.
👉 Fonte oficial: OMS – Physical Activity Fact Sheet
Exemplo prático: futebol e andebol como motores de saúde
Modalidades coletivas como futebol e andebol, praticadas no Atlético Clube do Cacém, são exemplos perfeitos de atividade que cumpre e até ultrapassa as recomendações da OMS.
Num único treino:
- As crianças correm vários quilómetros (atividade vigorosa).
- Executam movimentos que fortalecem músculos e ossos (saltos, arranques, mudanças de direção).
- Desenvolvem capacidade aeróbia e anaeróbia, fundamentais para a saúde cardiovascular.
- Trabalham competências cognitivas e sociais: tomada de decisão rápida, cooperação e disciplina.
O papel do Atlético Clube do Cacém na formação desportiva
No ACC, os treinos não são apenas momentos de prática física — são estruturas pedagógicas e formativas.
Cada sessão é planeada para:
- Garantir carga física adequada, respeitando princípios de progressão e recuperação.
- Integrar os valores formativos: respeito, disciplina, fair play e espírito de equipa.
- Superar as recomendações da OMS, assegurando que os jovens acumulam muito mais do que 60 minutos de atividade por semana.
- Aliar desporto e educação, promovendo hábitos saudáveis e a ligação à comunidade.
Assim, o clube não só cumpre com os requisitos internacionais de saúde pública, como cria condições para que os atletas desenvolvam competências para a vida.
Estratégias complementares para famílias
Embora o treino seja fundamental, a OMS sublinha que a atividade física deve estar presente em diferentes contextos da vida diária. Algumas estratégias práticas:
- Incentivar o percurso a pé ou de bicicleta para a escola.
- Reduzir o tempo sedentário (TV, telemóveis, computadores).
- Estimular o brincar ao ar livre e jogos em parques.
- Organizar atividades familiares ativas: caminhadas, corridas leves ou até jogos de futebol em família.
- Criar rotinas consistentes: atividade diária, e não apenas em dias de treino.
Conclusão
A prática regular de atividade física é uma necessidade de saúde pública e não apenas uma opção recreativa. Cumprir as recomendações da OMS é investir na saúde física, mental e social das crianças.
No Atlético Clube do Cacém, acreditamos que o desporto é uma ferramenta de transformação. Através do futebol e do andebol, ajudamos a construir atletas e cidadãos preparados para o futuro.
Inscreva o seu filho no ACC e garanta-lhe um crescimento saudável, ativo e feliz.
